Poderia preencher todas as linhas de um enorme livro com palavras sobre Michael Jackson, mas como todas as outras pessoas não passariam de meras especulações... Quem realmente era este homem? Este Mito? Esta figura que ao passar de anos se transformou fisicamente e transformou musicalmente toda uma geração? Sempre admirei e gostei das músicas de Michael, e sempre fui contra a maioria das críticas sobre ele. Acredito que ele era sozinho, acredito que ele não tenha tido paz e equilibrio suficientes interiormente, exteriorizados em sua fisionomia mutante.
Suas incansáveis tentativas de modificar-se fisicamente eram a prova de que, ali, algo havia que o incomodava, como se ele não quisesse olhar para si e se lembrar de quem era, ou de quem foi.
É claro que a biografia de Jackson será pra sempre motivo de muitas especulações e julgamentos, mas como eu disse, para além disso tudo, é ao SER HUMANO que dirijo meu olhar neste momento. Às angústias que ele deve ter extravazado em letras, performances, shows... Na maneira que terá encontrado de sublimar a necessidade de ser humano. Comum. Como qualquer um de nós.
Acredito, mesmo, que dificilmente nos depararemos, no futuro, com fenômenos musicais desse porte. Astros e estrelas que alcançem o coração dos fãs na proporção mundial com que o fez o caçula dos Jackson Five.
Michael pertence àquela categoria de homens que, nas sábias palavras do grande Guimarães Rosa, não morrem - FICAM ENCANTADAS!Abracadabra, Michael.
29.08.1958 - 25.06.2009


